segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Redes Sociais / Fake News: mentira ou Verdade?



As redes sociais não só facilitam o contato com pessoas de várias partes do mundo mas sim tornou - se num principal abrigo das notícias falsas.
Num mundo cada vez mais globalizado e digital, o consumo de informação tem passado muito nos últimos anos pela internet e sempre a aumentar, seja no computador ou no telemóvel estamos constantemente em contato com o que se passa no mundo. Seguimos, lemos, vemos, ouvimos noticias praticamente todo os dias.

Se no passado uma informação levava dias pra chegar, hoje com a internet basta um clique, tudo é instantâneo porém, nem tudo que aparece na tecla do seu computador ou telemóvel é verdade. As noticias falsas se espalham com uma praga.
As redes sociais não só facilitaram o contato com aquele parente ou amigo que mora do outro lado do mundo, elas também viraram ‘terra de ninguém’ na disseminação de notícias falsas.

A facilidade com que se propaga informação falsa. E com ainda mais facilidade com que essa informação é partilhada. 
Que efeito é que isso tem para a sociedade e para todos nós? Perante esta realidade, o que podem os jornalistas e profissionais da comunicação fazere para combater este "vírus" de informação falsa? Que cuidados devem ter? 
Que ferramentas temos para certificar a autenticidade do que é mostrado, dito ou escrito? E numa altura em que a publicidade se transfere para os meios digitais, com empresas como a Google e o Facebook a receberam a maior parte do investimento, será que os meios tradicionais de comunicação social vão sobreviver? A falta de investimento está já a originar uma perda de qualidade?  

Essas são algumas das várias perguntas que maioria das pessoas não têm respostas e não param para pensarem e nem tão pouco refletirem sobre este fenómeno atual na nossa sociedade e no mundo inteiro.

 As notícias falsas são um dos fenómenos que mais tem fustigado a internet. E de acordo com um inquérito recente, a comunidade tecnológica não acredita, na sua (curta) maioria, que o problema tenha solução.

Segundo a Pew Research, que entrevistou cerca de 1.100 especialistas do sector, o problema vai piorar ao longo da próxima década. A opinião é partilhada por 51% dos inquiridos, que não acreditam que seja encontrada uma solução eficiente nesse período.
Os restantes 49% defendem que a tecnologia existente tem potencial para se vir a tornar numa solução a curto-prazo.

Avança ainda que os mais pessimistas defenderam a sua tese com vários argumentos, mas a Pew identifica dois pontos comuns à maioria das respostas: o acelerado desenvolvimento da tecnologia, que vai ultrapassar a nossa capacidade para compreender o fenómeno das fake news e, em consequência, a nossa habilidade para o corrigir; e ainda o desejo dos utilizadores por conteúdo polémico, que vai alimentar as fontes de notícias falsas em permanência.

Fato é que as redes sociais estão presentes em nosso dia a dia. Mas, afinal, até onde elas podem influenciar a sociedade? É possível ter noção da sua força? São elas apenas simples aplicativos que permitem a troca de ideias e fotos, bate papo, onde se procura por amigos e colegas de escola e se promove encontros?


O certo é que elas permitem uma nova maneira de participação da sociedade, com interessantes aplicativos que dão suporte e facilitam os relacionamentos, com intensa e diversificada participação de todos, de olhos nas mudanças no mundo, mas em um mínimo espaço de tempo, tudo muito rápido, em um clique apenas. Mas é muito mais importante ainda que se tenha cuidados com os riscos que as mesmas tragam às pessoas.

Edneise Monteiro

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Hospital Agostinho Neto: “a falta de humanidade”

Hoje em dia verifica – se uma crescente demanda reclamações por questão da saúde em Cabo Verde, uma série de problemas estruturais e administrativos que vão muito mais além daquilo que deveria ser a regra.

Vários são os problemas que advém deste flagelo, sala de espera cheia de pessoas cada uma com problemas maior do que outras, demora no atendimento, desorganização, falta de médicos, falta de estrutura de atendimento, funcionários despreparados e descomprometidos com o seu trabalho, entre muitos outros, que levarias horas para serem elencados.
Conversa observada na sala de espera do hospital Agostinho Neto (Praia):

Dois rapazes entraram assegurando uma mulher aos braços com grave lesão nos olhos à sala de espera e dirigiram imediatamente a porta que de acesso a sala de triagem mas é barrado longo a entrada:

Profissional de serviço: então rapaz não pode entrar aqui sem ser chamado e sem fazer a ficha;

Rui Almeida (nome fictício): senhor desculpa mais essa senhora não pode esperar porque esta com grave lesão nos olhos e precisa ser atendida com urgência;

Profissional de serviço: todas precisam de ser atendidas também com uma certa urgência e mesmo assim têm de esperar para serem atendidas;

Rui Almeida: Senhor me desculpa mas se situação piorar ou caso acontecer alguma coisa muito mais grave quem vai responsabilizar? O senhor? O hospital?

Profissional de serviço: bom, eu não vou responsabilizar por nada, esse é o meu trabalho só cumpro ordens;

Rui Almeida: muito obrigado, é desta forma que andas a desempenhar a sua função?

Profissional de serviço: Sim senhor;

Rui Almeida: e poderia explicar- me por quê que todas essas pessoas necessitando de serviços de emergência não estão a ser atendidas e continuam sentadas passando mal e ninguém faz nada?

Profissional de serviço: meu senhor contenha - se, não foram atendidas porque são poucos os médicos que estão de serviço no momento só temos uma médica e dois enfermeiros;

Rui Almeida: só podem estar a brincar, num hospital publico e maior do país, num tempo critico do ano em termos de saúde vem dizer – me que todas essas pessoas não estão a serem atendidas porque não têm médicos de serviço? Por favor, isso é uma vergonha e é muito grave.
- Bandos de irresponsáveis
- Quem vai responsabilizar pelo sofrimento, pela dor e quiçá perda dessas pessoas?
- Ninguém como sempre
(…)
     Muitas lacunas que merecem urgentemente da atuação das autoridades responsáveis, temos que pensar nos outros pensar se fosse um de nós a passar por estas situações ou se fosse a nossa família. A entrada da sala de espera do próprio hospital, nota – se do lado direito e bem escritas uma série de deveres e direitos dos pacientes. 
     E por incrível que pareça aquelas regras já foram deixadas de lado, “esfregam a nossa cara os nossos deveres e os nossos direitos estão a serem violados a olho nu”:
     
     A constituição no seu artigo 196 diz o seguinte: “ a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e económicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

     Vendo de um ângulo maior o ponto principal, resumi – se que a saúde é direito de todos e dever do Estado, mas fica aqui a pergunta, este direito é exercido por todos. Me refiro àqueles que realmente precisam destes serviços, são aquelas pessoas que não possuem condições financeiras e que não têm como pagar por um plano de saúde. E a resposta, nem preciso ouvir, saltam aos olhos que o nosso país, o nosso Estado estão carentes de atender a população no que diz respeito a um serviço de qualidade sobre a questão da saúde.

Edneise Monteiro

quarta-feira, 12 de julho de 2017

12° aniversário da criação do município de São Salvador do Mundo

Arrancam hoje as actividades para celebrar o 12º aniversário da criação do município em Picos

 As actividades para comemorar o 12º aniversário da criação do Município de São Salvador do Mundo, no interior da ilha de Santiago, arrancam hoje, com uma palestra dirigida aos jovens da localidade agrícola de Picos Acima.

Em declarações à Inforpress, o técnico social do pelouro da promoção do concelho, Cláudio Garcia, informou que a edilidade programou um conjunto de actividades que vão acontecer em várias localidades do município, para que todos os são-salvadorenhos se sintam integrados nas festividades, cujo ponto alto é no dia 19 de Julho.

Hoje, o pontapé de saída é dado na localidade de Picos Acima, uma zona que, segundo este responsável, tem grandes potencialidades agrícolas, por isso convidaram a Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) para falar sobre o “papel dos jovens na inovação do desenvolvimento local”.

Ainda nesta semana, actividades como torneio de futsal de Picos com participação de oito localidades do concelho, feira de agro-pecuária, concurso de culinária, tocatina com grupos musicais do concelho, encontro com agricultores, workshop sobre alcoolismo e droga, noite cultural, mesa redonda sobre associativismo e género, sessão solene são outras actividades programadas.

No dia 19, Dia do Município, a edilidade entrega aos moradores da localidade de Covão Grande a estrada reabitada e em seguida presenteia os jovens deste concelho com uma sala multimédia.

No mesmo dia, o autarca procede ao lançamento da primeira pedra para o calcetamento da estrada de Picos Acima, uma obra que conta com o financiamento do Governo de Cabo Verde, através do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades.
“O problema em São Salvador do Mundo que se colocava antes era o desencravamento, mas hoje, estamos a dar passos significativos em desencravar as comunidades e ligar os são-salvadorenhos entre si “, sublimou.

O município de São Salvador do Mundo foi criado em 2005, quando uma freguesia do antigo concelho de Santa Catarina foi separada para formar o concelho de São Salvador do Mundo.
fonte: inforpress

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